Acalentado
De olhos abertos o escuro do quarto ainda é diferente a cada noite.
Sinto a minha cabeça a mil frames por minuto, não há descanso para as lembranças ruins.
Respiro um gás inebriante que não existe, afim de desmaiar embaixo dos lencóis.
Um melhor amigo imaginario surge em minha cama, me abraça e canta baixo em meus ouvidos.
Eu acalentado em seus braços.
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